Raízen inaugura seu primeiro laboratório 100% automatizado para Pagamento de Cana por Teor de Sacarose

A Raízen, empresa de energia integrada com sólidas práticas de inovação em seus negócios, está inaugurando seu primeiro laboratório totalmente automatizado para Pagamento de Cana por Teor de Sacarose (PCTS). O “Laboratório do Futuro” tem o objetivo de otimizar as análises rotineiras e facilitar o diagnóstico das amostras a partir de um sistema inovador e automatizado.

O espaço está localizado na unidade Paraíso, no município de Brotas (SP), como primeira unidade a ser expandida para as demais. A novidade é fruto de um projeto desenvolvido pela Raízen iniciado em 2016. O projeto-piloto foi desenvolvido na unidade Paraíso para que fosse realizado um investimento único e, assim, pudesse dar resultados mais próximos do que seria colocado em prática.

“A Raízen acompanha a rápida evolução do mercado, pensando no futuro como algo que já acontece e, também, na perenidade de seus negócios em longo prazo. Com a adoção dessa tecnologia, a companhia garantirá ainda mais qualidade e agilidade nos seus processos dentro de suas unidades”, afirma José Orlando, gerente da Qualidade Integrada. “Atualmente levamos cerca de 40 minutos para fazer uma análise completa da qualidade da cana. Com o “Laboratório do Futuro”, esse tempo será reduzido para 3 a 5 minutos, aumentando assim nossa frequência, precisão analítica e a capacidade da amostragem”, pontua.

O laboratório se utilizará de um sistema totalmente automatizado, que vai facilitar os processos e o descarregamento dos caminhões que chegam às unidades produtoras. Quando o veículo para diante da cancela, há uma leitura do ticket onde serão encontradas informações sobre a viagem, número de cargas, fazenda, entre outros dados. Em seguida, o caminhão é orientado, por meio de cancelas e displays, a se posicionar corretamente dentro de uma estrutura já determinada, onde ocorrerá a coleta da amostra, que é acionada automaticamente pelo sistema. Essa amostra segue para o tubo de alimentação do desintegrador de cana, responsável pela separação da amostra e análise pelo NIR esteira.

O NIR, do inglês Near InfraRed, é uma tecnologia capaz de analisar as ligações químicas das substâncias que compõem uma amostra. O comprimento de onda utilizado por esta tecnologia é o infravermelho próximo.

O equipamento, já homologado pelo Consecana, traz um grande diferencial tecnológico conquistado pelo setor sucroenegético. Outro grande avanço disruptivo é o uso de inteligência artificial que permite quantificar, em poucos segundos, o nível de impurezas que acompanham a cana-de-açúcar. A tecnologia possibilitará ainda a utilização dos dados de forma online com as frentes de colheita, permitindo os ajustes quando necessários. Ao final de todo o processo, são gerados dados que vão para o sistema da Raízen e são utilizados para gerenciamento das amostras e da qualidade da cana.

A Raízen tem se modernizado na adoção de novas práticas e significativas evoluções, tanto em seus processos agrícolas quanto industriais. Atualmente, a companhia segue as mais modernas tendências de mercado e adota diversas plataformas e iniciativas que resultam em melhor produtividade e rentabilidade para os seus negócios. “Com o uso de tecnologias, cujas aplicações crescem exponencialmente, geramos transformações com grande impacto na rotina, qualidade de vida e produtividade da mão de obra de todo o processo produtivo”, ressalta José Orlando.